segunda-feira, 13 de maio de 2013

Uma noite fria e um bom vinho...


Vou te contar o que acontece comigo em dias como o de hoje, em que decido esquecer meus problemas comprando uma garrafa de vinho.
Tá certo que em uma noite fria de lua nova, depois de um dia que começou bastante agitado, a primeira coisa que eu pensaria é em beber uma taça de vinho, não vou mentir.
Mas hoje ela me serve de companhia.
Hoje eu não me importo se ela decidir me dominar.
Me submeter às suas vontades e satisfazer os seus desejos.
Talvez até seja essa a minha mais profunda intensão.
Que tome conta do meu pensamento e dos meus movimentos aos goles.
Que reorganize minhas crenças e reavive meus valores, para que eu não me confunda diante das mentes insanas e maquiavélicas que nos cercam desde sempre.
Esse vinho de hoje me embriaga por querer e me amolece por prazer.
Me entrego sem medo. Até porque o medo nunca me parou.
E se ele teimar em se mostrar maior que eu, não me influencio e não me perco.
Me reencontro facilmente no fundo de uma garrafa de vinho... Ou duas, ou três... 

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