domingo, 31 de março de 2013

Os Guerreiros Incas


Essa nova onda de falar e ler sobre as Guerreiras Incas - movimento recentemente denominado de Feminismo Inca - de certa forma, me alegra.
Foram necessários centenas de anos para que se reconhecesse o valor e o poder das mulheres na sociedade.
As feministas extremistas lutavam pelo direito de escolha e liberdade de expressão, pelos direitos iguais aos cidadãos, iam de encontro às ideias de quem virava as costas para um gênero aparentemente mais frágil. Atitude que apoio, desde que não se cometa qualquer tipo de preconceito e desrespeito ao lutar por tais direitos.
A sociedade deixou de lado todo um poder feminino que já vinha sendo consideravelmente construído em outros tempos, para dar lugar à ignorância da opressão e da repressão.
Na verdade os Incas não deixaram nenhum registro escrito a respeito do passado. As informações históricas referentes a eles são provenientes de crônicas e de estudos arqueológicos.
Os rituais e cultos às Deusas, e a valorização da alma feminina, já fazia parte do pensamento avançado daquele povo que, por um tempo, teve livre acesso ao Chile, Peru e Equador.
E foi em uma destas surpresas da vida, numa linda  e ensolarada tarde Equatoriana, passeando pelo museu Inca-Son em Quito, que ouvi uma bela história que mudou minha forma de pensar na sociedade como um todo, na maldade e na dissimulação humana.
Os espanhóis invadiram o território Inca e se apresentaram em um primeiro momento como Deuses, facilitando assim a aproximação, a confiança e a liberdade para estudar aquele povo e sua vasta cultura. Uma sociedade que valorizava suas guerreiras, proprietárias de terras, curandeiras, e conquistadoras. Que lutavam pela igualdade e paz com a ajuda da força da natureza. Um povo que mantinha no topo da sua pirâmide hierárquica o Deus Inca (filho do sol) e a Deusa Coya (filha da lua).
Mas um guerreiro Inca acabou descobrindo que aqueles Deuses que dividiam o dia a dia com eles, na verdade, sangravam. Eles não eram Deuses, eram humanos. Tão mortais quanto qualquer um de nós. Diante da força e do poder dos exércitos espanhóis, os Incas perderam a batalha. A valorização de ambos os sexos de forma respeitosa, que dava poder às mulheres para que fossem o que quisessem ser, também sucumbiu. Deu lugar à submissão feminina típica da Espanha dos séculos 16 e 17.
 Ficou o machismo, a homofobia e a desvalorização daquelas guerreiras - Incas ou não - que tinham total responsabilidade e poder diante de seu povo.
E foi dentro de uma das ocas do museu que vi uma pintura linda, que levava consigo todo um significado. Simbolizava a filosofia de vida de um guerreiro Inca e suas forças e valores.
 As cores que colorem a paisagem, as quatro estações do ano e a imensa alteração no ambiente causada por elas, o poder dos elementos da natureza, o poder de mudar a própria historia com base nas suas atitudes e na sua dedicação. A mudança constante diante do ciclo incessante da vida. E ali, bem discreto, como um pequeno detalhe praticamente imperceptível, está a liberdade de ser o que bem entender. A força e a delicadeza feminina - que são opostas e ao mesmo tempo se completam - representadas por uma pedra de fogo no centro da mandala.
A explicação do guia do museu me encantou ainda mais, e desde 2008 carrego comigo, para sempre, os valores e o símbolo dos guerreiros Incas.
Me orgulha saber que, mesmo depois de tanto tempo, realmente começaram a se interessar pela valorização da cultura Inca,  que sempre me encantou tanto e me serviu de exemplo.

quinta-feira, 21 de março de 2013

traduzido em palavras...


"E você continua indo embora, e eu continuo ficando,
vendo você levar partes de mim que antes eu nem sentia falta"

"Se algumas pessoas se afastarem de você, não fique triste, isso é resposta da oração: “livrai-me de todo mal, amém”.

--->Caio F. Abreu

Não perca seu tempo comigo


"Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços, das suas mãos, do seu colo pra eu me deitar, do seu conselho quando eu não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa eu exijo: quando estiver comigo, que seja você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo."
---> Pedro Bial

Sem desperdícios


Tudo bem, é verdade, eu assumo.
Eu realmente me desinteresso com bastante facilidade de pessoas que desistem antes de tentar.
Pessoas sem atitude, imóveis, prisioneiros de suas próprias mentes amedrontadas, que não conseguem se aproximar de nada nem ninguém.
Que se veem como melhores e mais capazes que os outros.
Sentem-se tão grandes que não cabem dentro de si e precisam externar suas maldades e futilidades.
Que se sentem tão poderosos que, diante da incapacidade de orientar sua vida espiritual, crescem materialmente esquecendo de ter como guia principal as simplicidades importantes, sentidas com o coração, que dão verdadeiro significado à única vida que temos, dádiva divina.
Não sou leiga o suficiente para ignorar a maldade iminente e constante dos dias de hoje. Longe disso! Mas acho que enquanto eu puder correr atras de uma vida em paz, eu vou correr.
Sem maiores confusões, falsidade, com bastante sorriso e novas oportunidades, com mudanças e descobertas, sem cobranças exageradas.
Gosto de quem arrisca de forma consciente. Quem se dedica, abrindo mão de alegrias breves para que sejam presenteados com a paz. Com uma felicidade constante e contínua, que não necessariamente sera rotineira e sem graça. Depende do seu grau de interesse na vida.
Enquanto eu puder buscar meu porto seguro, independente e pacífico, eu vou buscar.
Gente que me afasta da possibilidade de realização desta vontade infinita de ter paz -nem que seja dentro de mim- me desinteressa mesmo. Me cansa, chateia e pesa.
Não vou desperdiçar minha vida.