Essa nova onda de falar e ler sobre as Guerreiras Incas - movimento recentemente denominado de Feminismo Inca - de certa forma, me alegra.
Foram necessários centenas de anos para que se reconhecesse o valor e o poder das mulheres na sociedade.
As feministas extremistas lutavam pelo direito de escolha e liberdade de expressão, pelos direitos iguais aos cidadãos, iam de encontro às ideias de quem virava as costas para um gênero aparentemente mais frágil. Atitude que apoio, desde que não se cometa qualquer tipo de preconceito e desrespeito ao lutar por tais direitos.
A sociedade deixou de lado todo um poder feminino que já vinha sendo consideravelmente construído em outros tempos, para dar lugar à ignorância da opressão e da repressão.
Na verdade os Incas não deixaram nenhum registro escrito a respeito do passado. As informações históricas referentes a eles são provenientes de crônicas e de estudos arqueológicos.
Os rituais e cultos às Deusas, e a valorização da alma feminina, já fazia parte do pensamento avançado daquele povo que, por um tempo, teve livre acesso ao Chile, Peru e Equador.
E foi em uma destas surpresas da vida, numa linda e ensolarada tarde Equatoriana, passeando pelo museu Inca-Son em Quito, que ouvi uma bela história que mudou minha forma de pensar na sociedade como um todo, na maldade e na dissimulação humana.
Os espanhóis invadiram o território Inca e se apresentaram em um primeiro momento como Deuses, facilitando assim a aproximação, a confiança e a liberdade para estudar aquele povo e sua vasta cultura. Uma sociedade que valorizava suas guerreiras, proprietárias de terras, curandeiras, e conquistadoras. Que lutavam pela igualdade e paz com a ajuda da força da natureza. Um povo que mantinha no topo da sua pirâmide hierárquica o Deus Inca (filho do sol) e a Deusa Coya (filha da lua).
Mas um guerreiro Inca acabou descobrindo que aqueles Deuses que dividiam o dia a dia com eles, na verdade, sangravam. Eles não eram Deuses, eram humanos. Tão mortais quanto qualquer um de nós. Diante da força e do poder dos exércitos espanhóis, os Incas perderam a batalha. A valorização de ambos os sexos de forma respeitosa, que dava poder às mulheres para que fossem o que quisessem ser, também sucumbiu. Deu lugar à submissão feminina típica da Espanha dos séculos 16 e 17.
Ficou o machismo, a homofobia e a desvalorização daquelas guerreiras - Incas ou não - que tinham total responsabilidade e poder diante de seu povo.
E foi dentro de uma das ocas do museu que vi uma pintura linda, que levava consigo todo um significado. Simbolizava a filosofia de vida de um guerreiro Inca e suas forças e valores.
As cores que colorem a paisagem, as quatro estações do ano e a imensa alteração no ambiente causada por elas, o poder dos elementos da natureza, o poder de mudar a própria historia com base nas suas atitudes e na sua dedicação. A mudança constante diante do ciclo incessante da vida. E ali, bem discreto, como um pequeno detalhe praticamente imperceptível, está a liberdade de ser o que bem entender. A força e a delicadeza feminina - que são opostas e ao mesmo tempo se completam - representadas por uma pedra de fogo no centro da mandala.
A explicação do guia do museu me encantou ainda mais, e desde 2008 carrego comigo, para sempre, os valores e o símbolo dos guerreiros Incas.
Me orgulha saber que, mesmo depois de tanto tempo, realmente começaram a se interessar pela valorização da cultura Inca, que sempre me encantou tanto e me serviu de exemplo.
As feministas extremistas lutavam pelo direito de escolha e liberdade de expressão, pelos direitos iguais aos cidadãos, iam de encontro às ideias de quem virava as costas para um gênero aparentemente mais frágil. Atitude que apoio, desde que não se cometa qualquer tipo de preconceito e desrespeito ao lutar por tais direitos.
A sociedade deixou de lado todo um poder feminino que já vinha sendo consideravelmente construído em outros tempos, para dar lugar à ignorância da opressão e da repressão.
Na verdade os Incas não deixaram nenhum registro escrito a respeito do passado. As informações históricas referentes a eles são provenientes de crônicas e de estudos arqueológicos.
Os rituais e cultos às Deusas, e a valorização da alma feminina, já fazia parte do pensamento avançado daquele povo que, por um tempo, teve livre acesso ao Chile, Peru e Equador.
E foi em uma destas surpresas da vida, numa linda e ensolarada tarde Equatoriana, passeando pelo museu Inca-Son em Quito, que ouvi uma bela história que mudou minha forma de pensar na sociedade como um todo, na maldade e na dissimulação humana.
Os espanhóis invadiram o território Inca e se apresentaram em um primeiro momento como Deuses, facilitando assim a aproximação, a confiança e a liberdade para estudar aquele povo e sua vasta cultura. Uma sociedade que valorizava suas guerreiras, proprietárias de terras, curandeiras, e conquistadoras. Que lutavam pela igualdade e paz com a ajuda da força da natureza. Um povo que mantinha no topo da sua pirâmide hierárquica o Deus Inca (filho do sol) e a Deusa Coya (filha da lua).
Mas um guerreiro Inca acabou descobrindo que aqueles Deuses que dividiam o dia a dia com eles, na verdade, sangravam. Eles não eram Deuses, eram humanos. Tão mortais quanto qualquer um de nós. Diante da força e do poder dos exércitos espanhóis, os Incas perderam a batalha. A valorização de ambos os sexos de forma respeitosa, que dava poder às mulheres para que fossem o que quisessem ser, também sucumbiu. Deu lugar à submissão feminina típica da Espanha dos séculos 16 e 17.
Ficou o machismo, a homofobia e a desvalorização daquelas guerreiras - Incas ou não - que tinham total responsabilidade e poder diante de seu povo.
E foi dentro de uma das ocas do museu que vi uma pintura linda, que levava consigo todo um significado. Simbolizava a filosofia de vida de um guerreiro Inca e suas forças e valores.
As cores que colorem a paisagem, as quatro estações do ano e a imensa alteração no ambiente causada por elas, o poder dos elementos da natureza, o poder de mudar a própria historia com base nas suas atitudes e na sua dedicação. A mudança constante diante do ciclo incessante da vida. E ali, bem discreto, como um pequeno detalhe praticamente imperceptível, está a liberdade de ser o que bem entender. A força e a delicadeza feminina - que são opostas e ao mesmo tempo se completam - representadas por uma pedra de fogo no centro da mandala.
A explicação do guia do museu me encantou ainda mais, e desde 2008 carrego comigo, para sempre, os valores e o símbolo dos guerreiros Incas.
Me orgulha saber que, mesmo depois de tanto tempo, realmente começaram a se interessar pela valorização da cultura Inca, que sempre me encantou tanto e me serviu de exemplo.




