quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Moço do Bote

Hoje eu acordei lembrando de coisas boas.
Lembrei de tanta coisa.
Lembrei tanto de uma pessoa que me faz tão bem, sem nem estar por perto.
Pensei no quanto eu aprendi no pouco tempo em que estive ao seu lado.
A gente sempre se surpreende com a vida.
Desde que te conheci, guardo um furacão dentro de mim.
Um furacão de sentimentos embaralhados, entrelaçados por um fio de esperança.
É difícil não poder agir diante dos fatos que a vida nos impôs.
Ter tanta coisa para dizer e ter que guardar para mim.
Ter tantos planos possíveis e não poder compartilha-los com você.
Querer fazer loucuras e ser avisada de que a sanidade é o único caminho livre.
Senti que com você as coisas seriam mais fáceis.
Talvez não fáceis, mas certamente mais prazerosas.
Essa tão sonhada tranquilidade parecia estar mais perto do que nunca.
A nossa simplicidade, sinceridade, amizade.
Essa busca incessante pela nossa individualidade.
Esse respeito e admiração pela liberdade um do outro.
Essa vontade de ser livre...
Voar alto e saber que ainda posso voltar para os seus braços.
Saber que você também voou ansiando pelos meus beijos.
A maré muda constantemente, Moço do bote.
Os mesmos ventos que te levam embora, te trazem de volta.
A vida é tão imprevisível quanto a natureza.
* " Se tudo pode acontecer
O que tiver que ser, será
E se tiver que ser, vai ser
Deixa rolar "
Enquanto isso, me agarro naquele fio de esperança.

(*música de Gabriel o pensador e Negra Li)

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